
(ANS – Roma) – No dia 20 de novembro, com o “Dia Universal das Crianças”, evoca-se, todos os anos, a lembrança das crianças. Deseja-se com ele sensibilizar a população sobre a problemática da infância. 450 milhões de meninos e meninas vivem na pobreza! Milhões de menores, portanto, que não podem ser crianças, cuidam dos seus irmãos, procuram água para a família, trabalham para levar dinheiro para casa, tentam a vida nas ruas. Em vez de ir à escola e brincar, o seu dia é dedicado à sobrevivência.
Milhões de crianças sofrem com as guerras e a violência! “Mais de 11.000 crianças morreram na guerra civil da Síria que começou há quase três anos, e centenas delas foram vítimas de franco-atiradores ou assassinadas seletivamente”.
Milhares de crianças são assassinadas pelos próprios pais devido à crença de que são bruxas! “Fui posto fora de casa por ter sido acusado de ser bruxo” – explica um menino. São os “filhos esquecidos da África”.
São 40 mil os meninos e meninas que morrem todos os dias por falta de comida! Morrem todos os dias por desnutrição e por diversas doenças, pelo síndrome de imunodeficiência adquirida (AIDS), pela falta de água potável e de saneamento adequado e pelos efeitos do problema da droga.
É muito difícil celebrar o “dia universal da criança" quando se toca com as mãos o sofrimento de milhões de crianças.
Apesar do panorama sombrio, as palavras do Papa Francisco enchem-nos de esperança. Trata-se da resposta do Santo Padre a William, um menino dos Estados Unidos, que perguntou: “Querido Papa Francisco, se pudesse fazer um milagre, qual seria?”. A resposta não surpreende porque o coração do Papa palpita com o sofrimento das crianças: “Querido William, eu curaria as crianças. Entretanto, não posso entender bem por que as crianças sofrem. Para mim é um mistério. Rezo com esta pergunta: por que as crianças sofrem? É o meu coração que pergunta. Jesus chorou e, ao chorar, compreendeu nossos dramas. Se pudesse fazer um milagre, curaria todas as crianças”.
“Neste ano – escreve o Secretário-Geral da ONU Ban Ki-moon – desejo insistir na importância de não esquecer as crianças despojadas da sua liberdade”.