
ANS Roma | No dia em que se completam 150 anos do simbólico nascimento dos Antigos Alunos de Dom Bosco, partilhamos uma entrevista concedida pelo Presidente da Confederação Mundial, Sr. Michal Hort.
Qual é a realidade atual da Confederação Mundial?
Eu diria que ela está "em constante crescimento". O nosso maior desafio em 2015 era entrar em contato não só com os 100.000 Antigos Alunos já 'oficiais' mas também com todos os alunos e amigos de Dom Bosco espalhados pelo Mundo. Depois de cinco anos, posso dizer que esse desafio é exigente. Ter milhões de Antigos Alunos nas nossas cabeças e corações – pessoas que passaram por mais de 3.000 escolas e por 4.000 outras obras em nível global – é uma coisa. Chegar a organizá-los é bem... outra coisa. Mas estamos a trabalhar para isso.
Mais e mais Antigos Alunos e Amigos de Dom Bosco descobrem diariamente, e aprofundam, a sua identidade, colocando-se ao serviço dos outros. Cada qual, todos os dias, coloca à disposição das suas comunidades e das diferentes situações da vida, a própria competência, o seu talento, o seu profissionalismo. Porque era isso que Dom Bosco queria dizer quando dizia que nós nos devíamos ajudar uns aos outros. E é isto o que está escrito na nossa Oração-Promessa e que deveria ser a realidade diária para todos nós.
Entre as numerosas realidades encontradas, qual delas lhe ficou no coração?
Todas. Todas. Cada qual por um motivo diferente. A "Velha" Europa não só pela sua forte história, as suas ricas atividades e a sua influência real na sociedade e na tradição político-económica, mas também pelo esforço que faz por dialogar com os jovens. A "Nova" Europa pela sua incrível e ilimitada energia, mas sem um sistema e processos que a tornem sustentável. A África pela sua natural abordagem em ajudar os mais pobres e a liberdade de vida; mas que luta por instrumentos básicos e pela comunicação. A Ásia, pelo seu extraordinário crescimento, pela sua energia e habilitação, mas que não tem influência para além das fronteiras da sua região. A América Latina pelo seu amplo conhecimento de Dom Bosco e pelos Antigos Alunos que trabalham muito na vida quotidiana com grande alegria, mas que se vê impossibilitada de reforçar as estruturas e o sistema operativo.
Uma palavra final?
As ‘palavras’ mais importantes a dizer são sempre as mesmas: "Ser bons cristãos e honestos cidadãos". Explicação: usemos os talentos que Deus nos deu, a educação recebida de Dom Bosco e as especializações e qualificações profissionais para... servir. Para servir os outros Antigos Alunos, a Família Salesiana, as Comunidades em que vivemos.
Isto significa ser um Antigo Aluno de Dom Bosco. Procurar a santidade na nossa vida de cada dia.