Com um programa que foi sendo gerido e adaptado às circunstâncias locais e temporais, realizou-se, no dia 8 de julho, em Mogofores, mais um encontro de antigos alunos que passaram, não só por esta casa salesiana, como também pelas casas de formação de Arouca e Manique.
Depois do abraço do reencontro no pátio do Colégio, mesmo à sombra da branca torre do Santuário de Maria Auxiliadora, foi neste mesmo belo santuário, de tão gratas recordações para todos os presentes, que fomos acolhidos com o “Bom dia” e as palavras de saudação do Diretor desta comunidade que tão bem nos acolheu, o Pe. Aníbal Afonso que, dentro do grupo que recebeu encontrou não apenas seus antigos alunos, como também seus antigos professores, fazendo parte, quer uns, quer outros, desta grande família Salesiana.
Depois de entoado o Hino a Maria Auxiliadora, seguiu-se a apresentação de um tema de reflexão pelo Delegado Nacional da Família Salesiana, o Pe. Joaquim Taveira.
Depois de recordar que fazemos todos parte de uma grande família e que viemos ali, não só para conviver ou ficarmos retidos no saudosismo do passado, o Pe. Taveira referiu a necessidade de reestruturação do Movimento dos Antigos Alunos salesianos, de modo a fazer dele uma força interveniente na sociedade, levando, com a alegria e o carisma de D. Bosco, Jesus Cristo ao mundo de hoje, fazendo deste movimento massa e fermento na sociedade em que vivemos.
A Eucaristia
Inicialmente prevista para encerrar este encontro, a Eucaristia em honra de Maria Auxiliadora, foi deslocada, e bem, para o meio-dia, tornando-se assim, não apenas dentro do programa, mas de facto, o momento central deste 9ºencontro.
O cuidado na preparação litúrgica e a animação musical vieram trazer a esta Eucaristia um grande brilho, que surpreendeu até os próprios celebrantes, graças à direcção do maestro Jorge de Amim e ao acompanhamento do organista Fernando Taveira que conseguiram fazer de toda a assembleia um bem participado coro que contribuiu também para fazer daquele momento celebrativo o ponto mais alto daquele dia.
Evocação dos salesianos falecidos
No momento do Ofertório foi levado ao altar uma palma de flores, através da qual foi prestado tributo de saudade e gratidão a muitos salesianos e alguns colegas que já partiram para o Pai e cujos nomes, cerca de 70, foram evocados no momento próprio da Eucaristia.
O último nome a ser recordado foi o do sr. José dos Santos, mais conhecido por José de Semide, figura típica que marcou várias décadas de alunos que passaram por esta casa e cujo corpo acabara de ser sepultado, na véspera, no cemitério da Paróquia de Mogofores, depois de ter falecido em Manique com 86 anos de idade.
Embora nunca tendo professado, o sr. Zé de Semide, ganhou o estatuto, na vida e na morte, de um autêntico salesiano pela maneira como viveu a sua vida, também ela bem marcada pelo espírito de D. Bosco e de Maria Auxiliadora, de quem era grande devoto.
Gesto de solidariedade
Durante a Eucaristia foi lembrada também a tragédia humana e patrimonial que atingiu recentemente populações do centro do país, tendo sido feito o apelo à nossa solidariedade com as suas vítimas, no momento do Ofertório. Com autorização do Diretor desta comunidade, o produto das ofertas recolhidas, que totalizou 438.44€, foi depositado na conta pública da CGD, destinada a esse fim.
Momento cultural e artístico
Após a Eucaristia e feita a foto de grupo, diante da fachada do Santuário mariano, seguiu-se o almoço-convívio no refeitório do Colégio Salesiano.
A tarde foi passada no pavilhão do Colégio onde foram apresentados diversos momentos artísticos, num ambiente de grande alegria e muita descontracção.
Um desses momentos, divertido e ao mesmo tempo rico de conteúdo, foi a saudação a todos os presentes, feita pelo Pe. João Bosco que encarnou na pessoa do “sr. Regedor”, vestido de batina e com uma improvisada cabeleira, a substituir o tradicional barrete italiano.
O discurso, num italiano “quasi perfetto”, que o Hermínio Machado a todos dirigiu, no seu divertido estilo, mas ao mesmo tempo imbuído de um genuíno espírito salesiano, constitui também um ponto alto neste momento cultural que só não se prolongou mais, por falta de tempo.
Mesmo assim, ainda se encontrou algum tempo para serem encontradas algumas medidas que possam garantir e reforçar a sobrevivência deste grupo, graças à constituição de uma equipa directiva aí encontrada mesmo no final do encontro.
Incidente cadeiral
O momento cultural e artístico foi, por repetidas vezes, interrompido por imprevistas quedas de um ou outro elemento do público.
Efectivamente, no decorrer do espectáculo, aconteceu que um ou outro espectador ficava, inesperadamente, de pernas para o ar, enquanto a sua cadeira ficava com as suas pernas escaqueiradas, fazendo os estilhaços das mesmas lembrar o estralejar de pequenas bombas de carnaval.
E só não foram mais porque, perante tão frequentes incidentes, o “engenho e a arte” de alguns decidiu reforçar a fragilidade dos próprios assentos, empilhando uma ou mais cadeiras na mesma, travando assim o deflagrar de mais estilhaços cadeirais e impedindo, desse modo, o avanço de tamanho abate no mobiliário da casa.
Mesmo assim, foram oito, oito, meus senhores, os incidentes ocorridos no decorrer do momento cultural. Felizmente que tais incidentes, que até poderiam ser trágicos, só se ficaram no lado cómico, pelas caricatas situações criadas com estas cadeiras à prova….de peso.
Afinal, trágica, trágica, só a cadeira de Salazar!...
por José Cerca in "
Do Meu Mirante"





